O seguro é para terceiros, mas pode salvar a sua vida.

No ramo de seguro de automóvel existe uma cobertura chamada responsabilidade civil facultativa, popularmente conhecida como seguro para terceiros que serve justamente para cobrir o bem de terceiros e os próprios terceiros (danos materiais e corporais).


Quando fazemos um seguro total (cobertura compreensiva) do nosso carro, normalmente é incluído também um valor para terceiros. Muita gente nem sabe ou simplesmente não liga para isso, uma vez que a preocupação principal é sempre o seu próprio carro. Mas (na minha humilde opinião) a cobertura para terceiros é até mais importante porque aqui o risco na maioria dos casos é maior (o valor da cobertura para terceiros frequentemente é mais alto do que o valor do carro segurado).

O pensamento é bastante simples: se roubarem o seu carro, o que acontece? Você terá o prejuízo do valor de mercado do seu carro. Agora, se você bater em um carrão importado que tem aos montes rodando por aí? E se esse carrão importando for projetado e colidir contra uma motona caríssima? E se o piloto da moto se machucar?

Se o dono do carrão importado tiver seguro, provavelmente ele irá acionar para resolver o problema dele. Se ele for bonzinho pode até ficar com pena de você e nem cobrar o valor da franquia. Mas a seguradora dele com certeza não terá dó e irá te cobrar por bem (acordo) ou por mal (justiça). Não tem jeito, uma hora a conta vai chegar e você vai ter que pagar.

Em muitos países desenvolvidos este seguro é obrigatório. E (novamente na minha humilde opinião) por uma questão de segurança financeira todo mundo que se dispõe a comprar um veículo deveria fazer no mínimo um seguro deste tipo que é super barato. Hoje é possível contratar um seguro para terceiros com assistência 24 horas por pouco mais de R$ 60,00 por mês (dependendo do uso do veículo e do valor da cobertura). Isso não dá meio tanque de gasolina. Então meu amigo, para o seu bem, não tem desculpa: está no trânsito, tem que ter pelo menos um seguro para terceiros.

Escrito por Mauro Brustolin Iplinski, sócio da Famacor Seguros.

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